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Virna Patusco

ATM e DTM, o que são?

Muitas vezes, um problema aparentemente específico em nosso organismo pode desencadear uma série de consequências nocivas para outras regiões do corpo. Esse é caso da disfunção temporomandibular, uma ocorrência bastante prejudicial para a saúde e que tem origem na região da mandíbula.

Dores de cabeça ou problemas na mastigação são alguns dos sintomas mais comuns dessa disfunção, que acomete muitas pessoas em todo o mundo e nem sempre é percebida. Por isso, conhecê-la é fundamental para podermos buscar o melhor tratamento.

Não faz a menor ideia do que seja a disfunção temporomandibular? Não se preocupe! A seguir, conversaremos sobre esse tema de maneira clara e objetiva, para que você consiga reconhecer os principais sinais e, assim, buscar ajuda especializada para solucioná-lo. Boa leitura!

O que é a disfunção temporomandibular?

Conhecida pelas siglas DTM (ou, por vezes, ATM), trata-se de um problema que afeta a região do maxilar. A sigla está relacionada com o próprio nome, enquanto ATM é a designação de articulação temporomandibular, uma das estruturas mais comumente afetadas pela disfunção.

Essa articulação é considerada por muitos como uma das mais complexas de todo o organismo, graças ao seu funcionamento em ‘’várias dimensões’’. Ela pode produzir movimentos para todas as direções, ser rotacionada, entre outros. Por conta disso, costuma ser acometida por problemas e desgastes.

A disfunção temporomandibular, então, é o nome dado a uma série de consequências que acometem a região da mandíbula, tanto em suas articulações como nos músculos responsáveis pela mastigação. Com isso, traz muitos malefícios para a saúde do paciente.

Quais são as suas consequências para a saúde?

De modo geral, a DTM faz com que a sua qualidade de vida seja bastante reduzida e impactada. Isso ocorre por uma série de fatores, já que a dor e o desconforto fazem com que a produtividade e o bem-estar do indivíduo diminuam consideravelmente.

Algo interessante e que deve ser salientado é que os sintomas não afetam unicamente a região bucal ou maxilar. Eles podem gerar situações sistêmicas e afetar o dia a dia do paciente, como veremos adiante.

O que pode contribuir para o desenvolvimento dessa disfunção?

Em primeiro lugar, é fundamental ressaltarmos que não há uma única causa para esse problema, ele é altamente multifatorial. Por vezes, inclusive, um mesmo paciente pode ter origens variadas contribuindo para a existência da DTM. A seguir, veremos algumas das mais comuns:

  • desgaste e queda dos dentes;
  • bruxismo;
  • alterações posturais
  • lesões e traumas;
  • desgaste ósseo ou muscular;
  • uso prolongado de chupeta, o hábito de chupar dedo, entre outros.

Apenas um dentista qualificado pode determinar quais são os motivos e, a partir disso, definir o melhor tratamento para cada caso.

Quais são os fatores de risco para o problema?

Além das causas mais comuns, mencionadas logo acima, podemos citar alguns fatores de risco que contribuem para o aparecimento desse problema. Veja os principais a seguir:

  • má alimentação;
  • sono insuficiente;
  • exposição frequente ao estresse;
  • as mulheres, principalmente com idade entre 20 e 40 anos, são comumente mais afetadas pela disfunção temporomandibular do que os homens.

Quais são os sintomas mais comuns?

Adiante, veremos quais são os principais sinais que você pode perceber e indicar se está sofrendo com uma disfunção temporomandibular. Confira:

  • dores de cabeça constante, no maxilar e ouvidos;
  • dificuldade para se alimentar;
  • dificuldade para dormir ou manter o sono após adormecer;
  • zumbidos no ouvido;
  • rigidez ou dor na região da nuca;
  • sensação de perda auditiva;
  • presença de estalos ao falar, comer ou bocejar.

Como podemos ver, esse tipo de disfunção afeta fortemente a qualidade de vida das pessoas acometidas por ela. Por isso, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes, a fim de reduzir seus sintomas e promover uma melhora no bem-estar desses indivíduos.

Como a disfunção temporomandibular é diagnosticada?

A primeira parte do processo de diagnóstico ocorre no consultório da Dra Virna Patusco. Ele é feito a partir do exame físico, no qual o profissional consegue identificar algumas alterações e, também, com base no histórico clínico e nas queixas do paciente.

Além desses fatores, alguns testes contribuem para a eliminação de dúvidas e hipóteses diagnósticas, bem como permitem uma visualização melhor da extensão do problema. Um bom exemplo é a realização de exames de imagem, como tomografias ou ressonâncias.

Qual é o tratamento indicado?

O tratamento para a DTM será determinado por uma abordagem multifatorial, assim como as suas causas. Para criar um plano terapêutico eficiente, é fundamental que profissionais da odontologia trabalhem em conjunto com otorrinolaringologistas, neurologistas e, até mesmo, psicólogos (nos casos em que o estresse emocional é uma das razões para a disfunção).

Isso é essencial para que tudo ocorra de forma eficaz e promova uma melhora na qualidade de vida, não apenas a redução dos sintomas ou solução da disfunção. Assim, evita-se que ocorram recidivas, ou seja, que o problema volte após um período.

Existem várias terapias como placas, fisioterapia, infiltração na parte articular ou muscular da ATM, exercícios, massoterapia e outros.

Já podemos perceber que a disfunção temporomandibular é algo muito sério, não é mesmo? Por isso, para tratá-la, é importante escolher um profissional qualificado e experiente, capaz de lidar com ela e devolver a qualidade de vida aos pacientes tratados.

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